Lula "lá" no Times
Nunca fui preocupado, com o que o Lula bebe ou deixa de beber. Afinal era uma informação tão menospreziva. Pois deixou de ser, após o alvoroço armado com a publicação da
reportagem de Larry Rohter, correspondente do jornal americano, New York Times. Na qual ele fala da "preocupação dos brasileiros" com as bebericadas do presidente.
Essa reportagem do tal Rother é preconceituosa; amparada em insinuações e, acima de tudo, porca. Chega a ser uma piada dar créditos um "compadre" demagogo feito o Brizola, ressucitado nessa matéria. Muito menos ao Diogo Mainardi, que tem por objetivo de vida perseguir o presidente - sua capacidade é limitada a fazer isso.
A publicação não foi em qualquer jornaleco, e sim no New York Times, possuidor de um certo prestígio, ofendendo a índole, não de um cidadão comum, mas um Chefe de Estado, que no minímo deveria receber respeito à altura.
Não é difícil notar o conluío político armado por trás dessa reportagem. Com o imaculado dedinho sujo do Tio Sam, tentando desmoralizar o Lula que possui grande admiração internacional, é amigo de Fidel Castro e não dá arrego aos Estados Unidos, quando o assunto é a ALCA.
Mas agora, a atitude do Lula foi impensada. Só pode ter um "judas" infiltrado na assessoria da presidência. Não é possível que ninguém pôde impedir o presidente, de cometer tamanha sandice. Não pelo fato de ferir à liberdade de imprensa, que talvez nem exista - prova maior é a guerra do Iraque -, mas por elevar ao status de "herói mártir" um jornalista medíocre feito este do "NYT".
O presidente poderia dar outro torno para essa história, se processasse o tal Rohter e pedisse uma indenização por danos morais. E, se tivesse um ganho de causa, revertesse o dinheiro para o Fome Zero ou mesmo para o AA. Garanto que o Lula sairia bem menos chamuscado dessa balela.